São João de Deus

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São João de Deus em marfinite.

João Cidade, mais tarde S. João de Deus, saiu de Portugal para Espanha aos oito anos para uma vida de aventura, tendo sido pastor em Oropesa, por duas vezes, e outras tantas soldado: a primeira vez na guerra de Carlos V contra Francisco I de França e a segunda em Viena contra os turcos.

Após algum tempo a atrabalhar nas muralhas de Ceuta, em que se prodigalizou a socorrer uma família aristocrata ali exilada, foi livreiro ambulante no Sul de Espanha, fixando-se com essa profissão em Granada, cerca de 1537.

Por volta do ano de 1538 converteu-se a uma vida cristã radical ao ouvir um sermão de S. João de Ávila. Abraçou, com muita emoção, comportamentos penitenciais que alguns interpretaram como loucura, levando-o a ser internado no Hospital Real de Granada, onde foi tratado com os métodos violentos da época.

A experiência de ver tratar tão mal os loucos do Hospital Real maturou o desejo de os vir a tratar com humanidade. Após peregrinação a Guadalupe, dedicou-se a assistir pobres e doentes sem abrigo. Contra todas as práticas da época passou a assisti-los num pequeno hospital na R. Lucena, o qual, por se tornar pequeno para os 120 doentes e pobres, teve que mudar para outro edifício, em que pôde assistir 200 internados.

Eram hospitais não apenas para assistência mas para tratamentos. Tinham médico, boticário (farmacêutico), enfermeiros e capelães. O Hospital de S. João de Deus, por dispor deste corpo de profissionais, pela separação dos doentes por doenças e pela atribuição de uma cama por doente, é justamente considerado um hospital moderno.

S. João de Deus é proclamado, em 27 de maio de 1886, em conjunto com S. Camilo de Lélis, patrono dos doentes e seus hospitais e, em 28 de agosto de 1930, igualmente com S. Camilo de Lélis, patrono dos enfermeiros e suas associações.